A noite traz em si certas vulgaridades inacessíveis. Deparo-me com uma velha amiga que já não é mais bem-vinda, contudo persiste em me visitar. Diante de um olhar desesperado suplico que os ventos se acalmem e o outono chegue de modo mais familiar. Enquanto as tempestades me sufocam encontro a paz em grandes escalas de intensos ‘amares’. Costumava, quando pequena, ansiar pela formidável fonte da liberdade e ao fortalecer os neurônios percebi que ela não existe. De passos em corridas, de tropeços a raspões, de indicações a desistências. Em tempos de fluidez o espírito não procura os campos universais, mas esqueci-me que das bem dizentes alegrias também devo me agarrar em grandes proporções nas transcendentais maravilhas. Dentro da alma que me segura construo um abrigo. Aprendi que por mais que a contemporaneidade proponha uma solidão feliz, não existem corpos inteiros no isolamento. As boas energias quero que me transbordem e as falsas lacunas que se autodestruam. Que as crises fortaleçam e que as fases amoleçam. O hoje sempre parece mais complicado e o talvez que o amanhã carrega é sempre levemente assustador. Fecho os olhos e assim como os sonhos que se desenrolam me renovo no desconstruir de um viver sentimentalmente sensacional.

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