Perco mais tempo na busca de uma inspiração sonora do que necessariamente na produção dessas meras palavras. A mente é ousada e preocupa a alma com invariáveis desajeitadas. Abrace meu âmago diante da luz fraca que permeia as longas cortinas rasas. Em um caminhar ameno os pés desesperados por um rumo estacionam em confortáveis experiências de uma certeza já conhecida. Os olhos que me fitam inconscientemente em meus sonhos parecem confusos diante da beleza de um horizonte desmaterializado. Naquela noite desejei um teletransporte imediato para os pensamentos do outro que me encarava. Descanso meus ossos pesados em meio ao flutuar ameno de um imaginário desconhecido. Subo no sótão, abro a janela e me acomodo no parapeito. Engraçado não ter o medo de altura. E ao longe me deparo com sensações concluídas, fatores incompletos, verdades diluídas, marcas eternas, pensamentos corrompidos e futuros incertos. A certeza é de que a dúvida e as angustias sempre cálidas constroem algumas boas paisagens acolhedoras de essências forjadas.

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