Em alguns pontos torna-se ameno e sentimental e em outros é um mero existir. De causas e efeitos surge uma inesperada catástrofe interior. Então,sendo ainda egocêntrica, pergunto-me se diante desse mundo de mortos-vivos tenho o direito de falar de mim. Ah, essa dúvida que me corrói aos poucos e que me reintegra paralelamente. Na mais profunda existência a alma se deixa perseguir por fatais imersões, falsas, desesperadas e crescentes questões. E que direitos tenho eu de ir e vir em relação a sua mente? Poupe-me do seu ódio gratuito e do seu âmago vazio. Não ouse prender-me em negatividades e imensas marés de desgostos. Se a troca deve existir que seja farta dos mais variados poemas. A verdade é que vive-se perante o querer suspeito do possível ser o outro. Se acreditar, lutar e desejar são falhas, com orgulho digo que me intensifico nelas. Certezas nenhumas, perguntas agudas e extremismos inerentes. Salve-se quem puder da tristeza mais cortante do que os ventos invernais. A repetição às vezes é um erro. Escolha uma verdade, mas não me faça engoli-la sem antes desconstruir o tal paradigma. Se a intenção é chegar de mansinho nem venha, o mundo já prefere viver dos sustos que sustentam e não dos imaginários utópicos.

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