Acordei diante de um espelho rachado. Vi-me partida em duas, metades fadadas a jamais captarem as partículas do mundo exterior. Catalisei uma vida jamais simplista e dei de cara com uma vasta muralha de pensamentos mal resolvidos. As palavras tornaram-se vagas características de uma mente sofredora. Observo em mim o existir inédito e o caminhar despreocupado. Não seria maior falsidade se meu próprio ser preferisse a calmaria à catástrofe. Sentei-me no degrau da maturidade questionando se alguém poderia fazer a gentileza de me carregar escada acima. Vivo o inesperado, pois de premeditados minha alma já está farta. Que falta de capacidades acreditar no possível, serei a partir de agora o impossível. Desprendo-me de uma inocência cálida que descobre o outro dentro de si. O sereno cai sobre meu rosto, o silêncio é tão profundo quanto a arte que me envolve em seus braços e o espírito decide finalmente, que se preocupará com outras novas questões. Antes de adormecer permaneço a frente de outra reflexão, não aquela dos vidros que não aprofundam o interior, mas uma que propõe o expressar-se individual e o amar-se incondicional.

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