Inspiro um ar de agonias internas. Na maior parte dos momentos as energias se cruzam em meios terrenos, jamais voltando aos seus estados naturais. O corpo já não é mais o mesmo e cada sensação é uma constante permanente no pensar imerso. Não é medo, é pavor mesmo. Surge o desqualificado, o impremeditado e o descartável. Os passos já são mais contidos e os olhares mais calados. De emoções fatalistas vive a alma exagerada e melancólica. O ar é pesado em meio aos impulsos mal calculados. Contudo, o caos parece uma certeza de que existe a organização tão desejada. A ambição pelo desconhecido e imprevisível torna o descobrir-se um fantástico mundo de criações singelas. Nem sei ao certo se a intenção é consentida ou se apenas me firmo no conforto do sofrer. Diante da noite se posta a qualidade da dúvida e a auto intolerância da individualidade do ser. A problemática essencial da discussão é o esquecer de dissipar-se por completo no presente, por condenar um futuro à possibilidade independente de um existir completamente incontrolável.

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