Já não sei mais distinguir a mentira da verdade, nem o sonho da realidade, nem a noite do dia, nem o descaso do querer, nem a arte do ser. Então me dizem que de escolhas estamos fartos e os dias já não mais se bastam. É um presente, um passado ou um futuro? De que me adiantam tantas questões se jamais adquiro respostas? Minhas fantasias infantis tem se jogado por penhascos, todas desesperadas por não entenderem esse devastado continente de sensações. Se bom fosse de sofrimento não vivia. Se amargo estivesse de ilusões não se alimentaria. Se o vazio o preenche, não deveria sair a procura de pessoas para esvaziá-las. Sinto o grito de revolta em mim, porém se sair da minha janela e liberá-lo de máximo terei uns vizinhos reclamando, uns cachorros latindo e pais assustados. Achei que dessas fases estúpidas passaria para outras mais construtivas. Seria essa a base da vivência humana? No prejuízo de um ser frágil surge um nada infinito e uma escuridão desconcertante. Ah, que texto deprimente para uma alma tão jovem. Te pergunto: viverá o homem sem essa profunda inquisição?

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