Nunca conto histórias de vida, não desejo que ninguém caia em um tédio profundo ao ler meus textos. Talvez isso aconteça de qualquer forma, mas vamos fingir que está tudo ótimo. Minhas palavras não pintam, não dançam, não falam, não interagem comigo, não socializam, não se alimentam, não discutem, elas apenas ignoram os fatos. Se eu soubesse realmente o significado de tudo que eu exponho é provável que eu parasse de achar graça em toda essa ‘metaforização’. Ultimamente as questões que me tiram o sono e favorecem a fome, se tornaram grandes aglomerados de pessoas barulhentas que cantam mal e cospem ao falar. Sei que isso pode ser a definição do meu próprio eu lírico, contudo deixemos isso de lado e crie comigo uma boa dose de imaginação fértil amargurada. Está evidente minha transição captadora e espacial. Meu mapa desintegrou e o que me resta é a vaga intuição, essa tão sinistra colega de meias noites e velhos dias. Eu até queria um ‘spoiler’ dos meus sonhos e pesadelos. O fim deste texto é vago, pois se verdadeiro fosse, a realidade provavelmente não faria mais sentido.

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