Caminho com as mãos em direção ao inesperado. O desconforto me contorna o corpo trocando as verdades mal ditas pelas procuras escassas. Sinto o nada em ritmos obscuros e deixo que a luz me apague. A qualidade entre o ser e o estar não define exatamente a sensação de um olhar, mas conecta a intertextualidade na prática irracional. Não existe um ponto fixo do ritmo audacioso e mesmo assim o sistema produz uma falha assimétrica. As pontas dos dedos são gotas de um mar estagnado, perplexo e desajeitado. O equilíbrio é nato e marcado, tão fosco que demarca a quantidade sonora de uma produção factual. As limitações são relativas constantes em meio a um ambiente exclusivo e adaptável.

Em noites sem fim o movimento não é o simples existir. O natural se afasta da emoção e então as marcas de uma alma mergulham em um chão refletor. As divisões no tempo não são parte de uma sonora justificativa. Tão insatisfatórias linhas e ondulações que perpetuam entre nervos de contundentes desligamentos abruptos. Não é demarcado a partir de um pensar premeditado, apenas giro entre um próprio eixo no espaço sinestésico do dançar.

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