Pensei em deixar claro à minha alma que a diferença entre papel e teclado é a pura necessidade do livre manuseio. Minha vontade é de gritar, de misturar infinitas cores puras e líquidas a uma parede pálida, de envolver o mundo todo numa redoma de atenção imediata, de construir uma desconstrução falha, de julgar o sol pelo seu excesso de beleza, de me mover com os olhos cerrados e sentir apenas o som dos tropeços desajeitados, de mergulhar nessa incessante falácia de olhos caídos, de terminar esse longo período sem pontos e ligações. Eu sinto a [des]conexão em minhas variações neurais. Em um ensaio nunca há a certeza de que o possuidor do movimento terá o êxtase da pura beleza, mas este ser deve se entregar por inteiro a sua arte independente do resultado aprazer ou não os olhos do espectador. O primeiro passo não deve ser o simples final de um algo provável ou improvável. Aquele mergulho pode ser raso, contudo existe o imenso profundo existencial abstrato. Se em algum dia, pode ser hoje ou amanhã e até nunca, cada palavra de meus textos se modificarem em seu interior produtivo é porque realmente nada mais faz sentido.

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