Aside

Sonhei que mal dormia e durante a noite me esvaía de alucinações armadas. Concluí que a amargura não pode ser entendida como a única fonte de desprazer. As emoções que criei ao léu se reproduziram como coelhos desvairados na primavera. Não sinto as mesmas formas nem procuro interpretá-las, pois sei que a ocasião demanda um tempo empapado de ilusões. É como correr com as pernas bambas ou gritar com a garganta inflamada, sorrir ao experimentar tristezas ou dormir sem fechar os olhos. Sempre desejei, nas minhas mais longas entranhas, me conectar com outros cérebros sem que eles ao menos percebessem. Assim poderia, em momentos de angústia, justificar algumas letras por vezes deslocadas.

Continuei uma corrida sobre as águas sem me incomodar com as brisas desleais. Calculei um pressentimento inexato e caí abruptamente numa infinidade de conceitos encobertos. Será que as fraquezas que carrego são ingênuas quando fixadas na matéria? Havia algo perceptível que jamais fora alcançado por meus olhos desatinados. Cabe a quem decifrar os sujeitos? Em meio aos delírios minhas experiências são nebulosas? Entre extremos minhas aflições se dissolvem.

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