Aside

Meu corpo emana a necessidade de absorver o inexplicável. O fato mais repugnante tornou-se o mais apreciado. Me esforço para realizar feitos invisíveis e me contorço para destruir pensamentos banais. Sinto falta da minha mala vazia, entediada pela vida medíocre que a assim fez. Me comporto como um ser vago e vagueando vou. Minhas entranhas amargas, por vezes corroídas, me levam a considerar se ainda existe algo bom. Minha própria alma, desalmada que é, chora de pesar pelas tardes frias e descaradas que optou por não entender. Coloco em Xeque meu próprio eu. És tu ó desprestigiável ser que apodrece meu espírito eloquente?

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