Aside

Apenas pensei que antes de devanear sobre o passado poderia ter gritado. Cortar o ar com um brado alucinado, meio que despreocupado e com um quê de pavor. Deixando assim, todos determinados a sentir esse desarranjo mental descabido para preencher os vazios interiores. Queria fazer de mim a própria loucura, essa moça maluca e descabelada que te obriga a viver sem inquietações. E cada dia surgiriam novas possibilidades de usar essa insanidade para recriar o mundo.

Meu eu, com toda a integridade fajuta, decidi capturar as mais adulteradas loucuras. Delas retirei uma nova mente forçada a viver pensando. E a absurda tentativa de calar as ideias dispersas fez minhas palavras delirarem. Minha alma tende a diluir o que lhe falta e a falar sem permissão. Acredito que aos poucos a coesão dessas frases (já sem coesão) irão se extinguir em função da pouca sanidade que me resta.

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